Eu odeio mudanças! Não as da vida, as da vida são bem-vindas porque quando elas são boas me fazem rir à toa e, quando são ruins, me fazem rir
depois de algum tempo. Agora, mudança de provedor… que porca miséria! Eu não aguento mais tantas migrações virtuais. Decidi que quero ficar
milionária, de uma vez por todas, só pra chamar um homem da Granero que carregue todos os meus arquivos de um lado para o outro enquanto eu tomo sol
em uma ilha qualquer do Caribe.
E olha que eu reclamo de barriga cheia! Recebi ajuda de todos os lados: A Lia, minha
protegida e agora sócia, me fez um template. O Jaime meu amigo, ex-sócio e novo sócio em um novo projeto, instalou o Movable Type, fez a migração, me suportou e me deu suporte.
O Marco, nosso querido Marco de cada dia nos dai hoje, cedeu generosamente a base do
seu template. (A senha e o login do JMC estão sendo negociados por e-mail. Mandem
suas ofertas!). O Lambreta, meu futuro parceiro de tirinhas e cartunista da casa, desenhou
meu elefantinho de estimação que ficou no servidor do blogger, mas que deverá vir pra cá no futuro.
E o maridon… ai, ai o maridon. Maridon apagou o gato do Botero, meteu uma canga na gordutcha, aumentou a parede, fez botões, arrumou meus
comentários, aprendeu a mexer no movable type só pra me ajudar, aguentou meu humor instável, me deu aulas de física e matemática enquanto eu tentava
mexer no photoshop e ainda arranjava tempo pra dizer que os peitos da gordinha do Botero não faziam jus aos meus… (Palavras do maridon. Longe de
mim, fazer propaganda enganosa no meu próprio blog.)
Às vezes eu acho que não mereço os amigos e o maridon que eu tenho. Porque, mesmo depois de tanta ajuda, eu ainda tenho coragem de dizer que preciso
do homem da granero, caribenhos, dinheiro…

Me disseram que nínguém por aqui se lembraria do velho comercial da Granero. Aquele do “manhêêê, o homem da Granero chegou!”. Claro que lembram…
Mas será possível que só pirralhos visitam este blog? 🙂
Aissiquiu
Valdirene queria vingança, nada além da mais pura e saborosa vingança.
– Não é possível que aquele cachorro-cretino-canalha passasse tantas horas grudado no micro atrás de mulheres sem que eu percebesse! Um sem
vergonha! Um mau-caráter! Como pôde me enganar durante todos estes anos? “Estou trabalhando, estou trabalhando, estou trabalhando… ”
Mentiroso-cara-de-pau! Dinheiro que é bom, nada! Mas eu juro, Clotilde… Ele pagará com sangue a humilhação que estou vivendo!
Diante do espelho do banheiro do shopping, sua expressão era a de uma demônia pronta para tirar a vida do marido traidor. A amiga, preocupada, botava
panos quentes:
Para continuar a leitura clique aqui
Eu devia ter dito “não”, mas tudo aconteceu tão rápido… E também não era justo que os meus medos resistissem ao azul calcinha dos olhos daquele
menino. Além do mais, no momento que o Ivo me contou que o Murilo queria me namorar, todo o meu desprezo por ele se transformou em uma paixonite
desenfreada.
Apaixonar-se tão facilmente e com tamanha intensidade é um privilégio dos imaturos e, naquela época, eu me apaixonava e desapaixonava por pessoas e
por coisas no espaço de tempo que separava o fim de uma tarde dos raios de sol do dia seguinte. Pode parecer coisa de gente mimada, mas esses surtos
de paixão ainda me cheiram a presentes que a vida nos dá e, durante anos, tive muito medo de que um dia eu deixasse de senti-los.
Achava que envelhecer trazia responsabilidades suficientes para ignorarmos as necessidades e tempestades do coração. Hoje em dia, acho que isto só
acontece com quem tenta se proteger do lado emocional da vida ou com aqueles que acabam matando de uma vez por todas o adolescente que já foi. Não
digo que seja necessário arrastar toda a adolescência para a fase adulta, seria uma imbecilidade. Mas um pouquinho da sua essência precisa ficar. Se
o pirralho que existe dentro de nós vai embora, nosso brilho vai junto e a falta desta energia pode transformar os anos de qualquer ser humano em um
verdadeiro tédio.
Sete dias pra dar uma resposta! Onde eu estava com a cabeça? A ansiedade me fazia contar cada segundo. Desconheço sensação pior do que a de esperar
que algo aconteça. Minha pouca idade só me dava bagagem para ficar aflita. E no auge do meu desespero, tive uma idéia que me fez tirar os olhos do
ponteiro do relógio. Uma idéia que me fez crer que o melhor remédio para a ansiedade feminina é a indústria da beleza. Basta ver para onde vão as
mulheres na iminência dos grandes acontecimentos de suas vidas.
Achei que seria um abuso pedir dinheiro aos meus pais para ir a um salão de beleza, por isto transformei meu quarto em uma clínica de estética
caseira. Foram dias de exercícios físicos e dietas absurdas, máscaras faciais à base de gema de ovo, açúcar e suco de limão (como se eu precisasse
disso aos treze anos), dormi todos os dias com algodões umedecidos de chá de camomila nos olhos para evitar pés de galinha e olheiras (como se alguém
precisasse disso aos treze anos), fiz vários preparados de babosa na tentativa de ver as madeixas mais compridas (como se o comprimento do meu cabelo
fosse esclarecer as dúvidas que brotavam na minha mente) e ouvi música, muita música, no máximo do volume que Clique aqui para ler o Post I – A saga do primeiro beijo.
Hoje, à partir das 20 horas, vocês poderão acompanhar a entrevista com a Daniela Abade
no programa Blog & Roll da AllTV.
Aproveitem e comprem de uma vez por todas o livro da moça clicando aqui ou liguem aqui na editora que eu envio pra vocês.
Beijos nas bochechas e voltem logo, porque esta semana eu tenho mais novidades!
Fazer o que?
– Aonde você vai?
– Na padaria.
– Fazer o que na padaria?
– Como assim, fazer o que na padaria, Adriana? Vou comprar alguma coisa pra comer e já volto.
– Mas tem comida no armário!
– Precisa preparar, querida. Vou, compro um lanche e volto já. Quer alguma coisa de lá?
– Não, não estou com fome.
No instante em que ele bateu a porta, o coração de Adriana disparou. Ela não agüentava ficar longe dele um minuto sequer, era completamente obcecada
pelo marido.
Para continuar a leitura clique aqui
Festa estranha, com gente pelada e uísque de cheiro bom
“Puta-que-o-pariu! Não acredito que me chamaram pra uma festa de suingueiros! Será que eu tenho cara de surubeira?”
O espelho gigante do banheiro dizia que não, mas naquele dia eu descobri que quem vê cara não vê preferências sexuais. Nada contra quem pratica
suingue, muito pelo contrário; tenho é inveja! Me falta muito peito pra chegar neste estágio de vida sexual. Eu sou muito careta! O máximo de
estripulias que eu fiz nesta área foram algumas variações do kama sutra e uma ou outra brincadeira dentro e fora da cama. Mesmo assim, sempre a dois.
Com os poucos meninos que eu tive o prazer de conhecer biblicamente, nem que eu implorasse, rolaria um terceiro elemento na jogada… uma galera,
então, nem pensar! Acho que eu sofro de um mal que transforma todas as minhas relações em certinhas, monogâmicas e fechadas. Fechadíssimas! Sou
dessas pessoas antigonas que não consegue desvincular sexo de amor, paixão, amizade, carinho… enfim todas essas bobagens que despertam a libido
feminina. Normalmente, quando esses ingredientes se tornam necessários, sexo por sexo fica bem mais difícil de rolar. Adoraria que fosse diferente,
mas o tesão vem sempre misturado.
Tudo bem que era divertido olhar gente pelada pra tudo que era lado, mas porque diabos aqueles dois não me contaram que era para eu fotografar aquela
orgia? Certamente acharam que eu não aceitaria o convite. Só podia ser isso! E é muito provável que não tivesse aceitado mesmo. Sou desconfiada
demais pra me meter por livre e espontânea vontade em uma situação que pode se tornar desconfortável.
Por um instante fiquei sem reação. Não sabia se fotografava as pessoas, se me espirulitava de lá, se procurava o casal modernoso e pedia explicações
ou se deixava meus instintos voyeurs se divertirem um pouco. Pensei bem e vi que não havia muito o que fazer. Procurá-los pra perguntar o quê?
Os caras estavam transando! Isso lá era hora de discutir as relações?
Ar fresco! Ar fresco me fará pensar melhor.
Precisava pensar melhor e isto era humanamente impossível com a quantidade de falos e vulvas espalhados pela casa. Sentei em um balanço, respirei
ares de jasmim e aceitei o copo de uísque oferecido por um garçom bonitão que havia trocado o traje formal da sua suposta profissão por uma sunguinha
branca e gravata borboleta da mesma cor.
Quer saber? Como diria Ataíde Patrese, isso tudo é no mínimo um luxo! Um luxo surreal e engraçado. Eu vou é beber! Quem sabe não relaxo, paro de
frescura e faço, em paz, as fotos que me pediram.
Dei uma golada no uísque. Uma boa golada!
– Éca! Droga de bebida ruim! Uma coisa é ficar bebadinha a outra é ter que engolir este troço. Ei, garçom! Sabe se tem espanhola? – O sujeito
soltou uma risadinha cafajeste… – Ok, ok, pode rir seu moço espertalhão, mas enquanto isso será que você poderia ver se existe neste lugar doses
alcoólicas que se pareçam com uma sobremesa?
– Vejo agora mesmo. A senhorita quer que eu leve o copo de uísque?
– Não, pode deixá-lo aqui. O cheiro é bom… Talvez ele seja como a primeira transa para a mulher: cheira bem, mas só dá prazer depois de um tempo.
– O moço riu o mesmo riso canalha – Pô, já vi que aqui é melhor eu entrar muda e sair calada… A bebida doce, por favor.
– É pra já.
No fundo, no fundo eu era uma grandessíssima hipócrita. Vivia bancando, entre amigos, a dona liberada e na hora do vamos ver, a espevitada metida a
besta, no auge da sua fase teen não estava preparada para engolir nem a porra do uísque doze anos.
Mas não era hora de fazer cu doce. Virei o copo de uma só vez, preparei o equipamento fotográfico, abri bem os olhos e mandei bala nos filmes de 400
ASA.
———————–>> Continua
Clique aqui para ler o Post I – O começo de toda a história
Não sei amar pela metade… Nunca soube. Aliás, não se trata só de amor mas de qualquer tipo de sentimento. Não sinto nada mais ou menos. Ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e, se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma e que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante, depois ou que invente boas estórias caso não possa vivenciá-las. Porque eu acho sempre muitas coisas, porque tenho uma mente fértil e delirante e porque posso achar tudo errado e ter que me desculpar e detesto pedir desculpas – embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia. Quero grandes histórias e estórias, quero o amor e o ódio, quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crer que é para sempre mesmo quando digo convicta que nada é para sempre. Porque só assim eu me divirto e é só isto que me interessa.
E a vida passou…
Lucia era uma das mulheres mais cobiçadas da pequena cidade onde morava, mas vivia tão preocupada em manter o peso abaixo de sua compleição física
que este fato lhe passava despercebido. Fazia exercícios físicos diariamente, passava dias sem se alimentar e escondia seu corpo em roupas sérias,
sisudas e que não disfarçavam suas tristezas e preocupações com a aparência. Na adolescência tomou anfetaminas, sofreu de bulimia, anorexia e
depressão, mas ninguém percebeu, nem ela mesma. Atrás das gargalhadas e da vida social agitada, escondia suas inseguranças, seus recalques e
sentia-se tão sozinha que nem mesmo ter a certeza do quão desejada entre os homens ela era, lhe bastaria para tornar sua vida um pouco menos triste.
Para continuar a leitura clique aqui



