A maquiagem sim é montagem!
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:b pra vocês! Feito por ele.



Escrito pela Alê Félix
8, julho, 2008
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Demorei, mas acho que tô pegando o jeito disso aqui: www.twitter.com/alefelix. Ou não…



Escrito pela Alê Félix
1, julho, 2008
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– Dri! Hoje. Sem falta! Festa Junina num clube desses grandões com apresentação do Latino. Eu disse: LA-TI-NO! Vamos! Agora. Um, dois, três e já!
– Nem pensar!
– Como não!? O que você tem contra festa junina!?
– :-s



Escrito pela Alê Félix
29, junho, 2008
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Nunca leiam um troço que começa com “chá é bom…”, nunca. Cheguei em casa agora pouco e, apesar da minha lingua, sou uma mulher de sorte mesmo depois das quatro da manhã. Ganhei uma semana com tudo pago pra ir num desses negócios de thermas de rio quente, logo depois de ter batido o recorde feminino de permanência em cima de um touro mecânico. Não me pergunte onde eu estava… Só sei que minha cabeça parou de “ver o mundo girar” e não pára mais de gritar que “em festa de peão ela também tá no meio”. Ai… não posso perder o vale viagem ao planeta quente. Acho que vou precisar dele depois que eu acordar…



Escrito pela Alê Félix
28, junho, 2008
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Chá é bom…
Dia desses estava conversando com ex-marido sobre a vida e a morte das pessoas. Foi logo depois do enterro do namorado de minha amiga, ele estava pasmo com a idade do falecido. Falamos dos males do inverno, das pessoas que vivem contra o tempo, das que enfrentam corajosamente os contratempos. Falei que eu achava que se dar bem na vida era questão de genes, sorte e boa comunicação. Lembrei do meu velho amigo Zarolho que era um moleque ferrado de tímido, geneticamente amaldiçoado pela aparência vesga e o organismo precocemente diabético, mas era dotado de uma sorte inacreditável. Sorte do tipo: ganhar carros (três) na rifa, ter aprendido a dançar lambada nos anos noventa só pra tentar impressionar uma menina e acabar sendo convidado para integrar um grupo de dança na Europa, ter casado com uma dançarina linda que conheceu caindo de uma moto e que acabou lhe dando filhos bem melhorados e cidadania canadense. Hoje ele vive de salários que jamais almejaria vindo da familia e do lugar que veio. Isso é sorte, não tem outro nome. São palavras dele “não faço a menor idéia de como isso tudo aconteceu!”. Digam o que quiserem, mas um cara com 23 anos, bonito, inteligente, família boa do coração e do espirito, com o trabalho que queria, a namorada que desejava e a vida que traçava, morrer de bala perdida num bairro relativamente tranquilo como é o Sumaré aqui em São Paulo, não teve sorte. O nome disso é sorte pro Zaralho, azar pro Augustinho. Não sei que outro nome dar pra essas coisas. Só sei que um teve a sorte dos bons encontros e o outro teve o azar de ser vítima da violência urbana. O namorado de minha amiga tinha boa comunicação, sorte, genes ruins… O coração parece que era ruim de família, ele não acreditava. Meu caso: genes mediocres, sorte consideravel, comunicação abençoada. Se, deus me livre e guarde, num desses meus dias de maluca, eu bato o carro, estou sem cinto e dou com a lingua no vidro (isso não é uma cena de azar e sim de inconsequência e que será considerada como minha única e exclusiva responsabilidade), minha vida estará arruinada! Sem minha lingua eu não sou ninguém. Ela é o meu cabelo de Sansão, minha espada de GraySkull. E é através dela que de vez em quando eu me sinto a She-ra e saio voando em qualquer “ventania”, defendendo a honra de meu castelo, do meu povo… Ok, ok… já já eu paro com esse papo “tapa na pantera”. Só não quero esquecer que tenho genes fortes embora gordinhos, sorte boa (seria um pecado reclamar), mas é a minha lingua que brilha no meu horizonte. Parei! Parei. É esse chá de camomila! Juro!
Vou dormir antes que eu diga alguma besteira… Só queria escrever que tudo na vida é uma questão de sorte, genes e boa comunicação. Não posso esquecer disso porque essas são três paradas muito importantes pra eu pensar daqui pra frente. Você também devia, sabia? Pense sobre seus genes, sua sorte, seu poder de comunicação. Eles serão a base de tudo o que você fizer. Cuide dos seus dias a partir daí e tudo dará certo, a não ser que você seja um tremendo ser azarado. Eu sei, eu sei o que está pensando. Você acha que só vai saber no dia que uma bigorna cair na sua cabeça? Vai por mim: exercite seu olhar e seus instintos de preservação se você for o tipo de pessoa que desde pequeno recebe sinais de que um dia a grande bigorna lhe acertará. É sério! E se não for o seu caso, atenção nos genes, na lingua, relaxe, e goze. A não ser, claro, que entre o relaxe e o goze surja um problema de ereção… aí pode ser genes, azar, excesso de comunicação… Sei lá, pergunta pro seu pai! Eu vou dormir antes que eu invente de sair as duas da manhã de casa. Nada de bom acontece depois das três da manhã… nada! E eu tô com sono, frio e com a cabeça gritando “vou dar a volta no mundo eu vou… vou ver o mundo giraaar”. Daí pra meter a lingua no vidro ou… Fui. Boa noite crianças.



Escrito pela Alê Félix
28, junho, 2008
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Sabe os gritos de mulher na madrugada dos posts abaixo? Da dúvida se aquilo era um sonho, realidade, meu subconsciente, minha mediunidade super-ultra-avançada que me fez sentir as lágrimas de uma amiga? Poís é… Era uma gata no cio. Há dias acordo assustada com os berros daquele ser endemoniado. Pode me sacanear, eu mereço.



Escrito pela Alê Félix
25, junho, 2008
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Lembro ainda hoje do garotinho de cabelos loiros e escorridos correndo de encontro a câmera fotográfica. Eu vi a foto… Foi o pai dele que me mostrou enquanto, encabulada, eu me agarrava as pernas de meu pai. Não por ele ter dito que o filho me acharia linda e podia ser meu namorado… Fiquei envergonhada porque foi a primeira vez que fui tomada por um estranho frio na barriga. Um friozinho quase desesperador que me fez, mesmo sem nunca ter conhecido o garoto, dizer pra todo mundo que eu já tinha namorado. E que ele era aquele menininho loiro que eu havia visto na fotografia de carteira do amigo do meu pai… Um garotinho que me hipnotizou pela imagem a ponto de eu não ter conseguido nem ouvir o nome. Lembro de ter pensado em perguntar, mas fiquei com mais e mais vergonha. Me limitei a guardar seu rosto sorridente bem guardado e correr bem rápido, o mais rápido que eu conseguisse! De um lado para o outro até ficar tão cansada que meu coração parou com aquele tum-tum-tum estranho de arrepio e voltou a fazer somente o tum-tum-tum de exausto que já estava acostumado. Lembro da blusa de lã branca com gola alta, da calça cortada pela fotografia no meio das pernas, das árvores castanhas em perspectiva, do vento que congelava o movimento dos cabelos brilhantes de sol. Maior que eu, mais velho que eu, mas nem tanto. Sorria mais que eu… Eu não era de sorrisos antes de crescer. Provavelmente porque a infância me parecia muito mais uma prisão do que com um parque de divesões. Uma prisão que se tornou bem mais interessante depois daquela descoberta que me fez descer a ladeira de volta pra casa, correndo de braços abertos, apaixonada.
Não importa ter feito de uma fotografia uma das imagens mais fortes da infância, nem o fato de nunca tê-lo conhecido. Nem sequer fui capaz de reencontrar o sujeito que trabalhava com meu pai, mas nunca esqueci do filho dele e sempre lhe fui grata por essa lembrança de sentimento que o tempo não me roubou. Ainda hoje, vira e mexe, me pergunto qual podia ser o nome, se eu tinha cinco ou já estava pra completar sete anos, quem ele deve ser hoje em dia e porque essas sensações ainda me fazem tão bem… Eu nunca soube, mas, desde então, são esses começos de paixão que me fazem subir e descer correndo qualquer ladeira. E é quase só isso que faz de mim alguém mais livre, apesar das prisões que podem vir depois, apesar das prisões que eram tão minhas quanto da minha infância.



Escrito pela Alê Félix
22, junho, 2008
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Toda vez que me afundo no trabalho dia e noite, a única coisa que penso é acabar logo com tudo e me mandar pra Brasília. Não que lá me aquiete a longo prazo, não que eu não fosse me queixar depois de alguns meses. Sinto falta de sol… e aqui só vivo de lua.



Escrito pela Alê Félix
20, junho, 2008
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