Mais de 200 pessoas já cadastraram seus blogs na minha Lista de Blogs. Uma pena que ela só exista há um mês. Sinto saudade do povo que passava por aqui no começo do blog e dos montes de comentários que eu perdi usando aqueles sistemas de comentários que viviam dando pau. No final das contas, blog é como filmagem caseira: é constrangedor no começo, mas fica tão bom de olhar com o passar dos anos.



Escrito pela Alê Félix
18, abril, 2005
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Maria Aparecida de Matos, 24, tenta esconder o lado direito do rosto. Passa a mão pela face várias vezes, vira a cabeça para o lado. Vaidosa, afirma que já foi bonita e pergunta o que pode ser feito para ter o rosto de antes.
Empregada doméstica que só sabe desenhar o nome, mãe de dois filhos pequenos, ela completa hoje dez meses e 26 dias na prisão. Maria Aparecida é acusada de tentativa de furto (sem uso de violência ou ameaça). Teria tentado levar um xampu e um condicionar, no valor de R$ 24, de uma farmácia de São Paulo.
Foi em uma cadeia de responsabilidade da Secretaria da Segurança Pública que ela diz ter sido agredida vários dias por outras presas, supostamente incentivadas por um funcionário. Um líquido -água fervendo ou uma substância química- foi jogado em seu rosto. Ela teve queimaduras de segundo grau na face e perdeu a visão do olho direito.
O drama de Maria Aparecida, transferida para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Franco da Rocha (Grande SP) após a agressão, mobilizou entidades como a Pastoral Carcerária e a Acat (Ação dos Cristãos para a Abolição da Tortura).
Ela virou protagonista de uma discussão jurídica sobre a prisão para crimes de valor irrisório e de baixa periculosidade. Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) defendem a aplicação do princípio da insignificância -jurisprudência que prevê a suspensão do processo nos crimes de valor irrisório, sem violência ou ameaça. Em 2004, o STF suspendeu o processo contra dois jovens, um de São Paulo e outro de Mato Grosso do Sul, em situação semelhante à de Maria Aparecida.
Um tinha sido condenado a dois anos pelo furto de um boné de R$ 10. Outro recebeu a pena de oito meses pelo furto de uma fita de videogame de R$ 25. Nos dois casos, o STF suspendeu a condenação. A acusação contra Maria Aparecida ainda não foi julgada.
Ela teve o pedido para aguardar o julgamento em liberdade, feito pela PAJ (Procuradoria de Assistência Judiciária), negado pela 2ª Vara Criminal. O Tribunal de Justiça também rejeitou um pedido de liminar em um habeas corpus impetrado pela advogada Sônia Regina Arrojo e Drigo.
No Estado de São Paulo, 1.414 pessoas estão em presídios pelo crime de furto simples. Essa população corresponde à de duas penitenciárias. “Esse caso [o de Maria Aparecida] é um absurdo. Que risco ela representa para a sociedade?”, questionou Nagashi Furukawa, secretário da Administração Penitenciária.
Maria Aparecida é reincidente, fato que foi usado para negar os pedidos de liberdade. Foi presa outras quatro vezes por furto. Também de xampu, condicionador e cosméticos. “O insignificante é sempre insignificante. Se furtou uma caixa de fósforo 50 vezes, continua sendo um fato insignificante”, afirmou Furukawa.
Segundo Heide Cerneka, da coordenação feminina da Pastoral Carcerária, são muitos os casos que se adequariam ao princípio da insignificância. Ela e Sônia Arrojo e Drigo fizeram o habeas corpus. Além do princípio da insignificância, elas também sustentaram que as circunstâncias da prisão são duvidosas. Não há testemunhas do furto.
A liminar que pedia a liberdade da presa foi negada. No recurso, pediram ao TJ a mesma avaliação que fez do caso do promotor de Justiça Thales Ferri Schoedl. Ele foi preso em flagrante por ter matado um jovem e ferido outro, em dezembro passado. Schoedl alega legítima defesa.
No mês passado, o TJ concedeu liberdade provisória ao promotor. “Me envergonha participar de uma sociedade que faz isso com a Maria Aparecida”, disse Sônia.
Matéria de autoria do jornalista Gilmar Penteado – Agência Folha.



Escrito pela Alê Félix
16, abril, 2005
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Quando eu aviso é porque amiga eu sou. Se você está em São Paulo não deixe de ver a Elisa Lucinda em Parem de Falar Mal da Rotina. É um show! Vá. Se estiver sem grana convide um amigo que tenha carteirinha de estudante e pague meia, mas não deixe de ir. Arranje um jeito. Não vou nem dizer mais nada. Se quiser espiar no site do Teatro Augusta, corre porque é só até o dia primeiro de maio que ela fica em cartaz. Tô falando sério. É engraçado, bonito, inteligente… é uma delícia. É dessas coisas que deixam a gente com um sorrisão estampado na cara.

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Escrito pela Alê Félix
15, abril, 2005
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Depois daquele final (horroroso!) de Mulheres Apaixonadas, eu jurei que não assistiria mais novelas. Jurei, mas no fim de semana, eu tive uma revelação. Lembrei de um dia que eu e uma turma estávamos em uma mesa discutindo uma dessas brigas bestas virtuais e a Daniela Macedo brilhantemente disse que aquela briga toda, entre os envolvidos, era falta de novela. Pensei: “É isso! Esse meu humor (horroroso!) é falta de novela, claro!”. Não deu outra, segundona e eu lá, em frente a TV tentando pegar o bonde de América. Dois minutos depois, eu bem que tentei, mas lá estava eu constatando que meu caso não tem mais solução… Agora, me diz: aquilo é ou não é uma versão global de Pantanal misturado com Ana Raio e Zé Trovão? Até as musiquinhas! Definitivamente, nem pensar em voltar com as novelas. Meu humor vai continuar igual a criatividade que rola naqueles bastidores.



Escrito pela Alê Félix
14, abril, 2005
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Recebi esse vídeo por e-mail há algum tempo. Deve ter sido spam, mas era desses spans tão, tão, tão… Deixa pra lá. É de morrer de inveja. Mordam-se. Quer dizer, beijem. Melhor.



Escrito pela Alê Félix
14, abril, 2005
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Olha como eu sou lesada! Só vi hoje o babado, mas veja que beleza: Pelo terceiro ano consecutivo, eu me mato em um post de primeiro de abril e, esse ano, “minha morte” virou até notícia. Com o título DEFUNTINA, FINADINA & OUTRAS ESQUISITICES (lindo!), Gravatá, colunista do Globo On Line, me mandou seu beijo e, de quebra, um parabéns para a Daniela Abade (Depois que Acabou) e o Marco (co-autor do Balde de Gelo).
Obrigada, queridão! 😉
Não tem como linkar a notícia, tem que ir até lá e procurar o que ele escreveu no dia 02 de Abril.



Escrito pela Alê Félix
13, abril, 2005
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Vou contar um segredo… Assim fica mais fácil entender os posts baixo-astral e os sem-pé-nem-cabeça. A coisa funciona mais ou menos assim: eu sou viciada. Um vício terrível que me deixa péssima nas fases de abstinência. Você pode achar que é viadagem minha, mas não há muito que se possa fazer pra resolver isso. Sou uma viciada em ilusões. Blá, blá, blá, vá gozar a vovozinha, Jaime. É a mais pura verdade. Talvez, a minha maior verdade. Quando não há nenhum sonhozinho com cara de impossível, nenhum téco de paixão fervilhando na minha mente; eu perco a vontade de arriscar, a vida bege entra em ação, eu me transformo na coisa chata, chorona e reclamenta que eu detesto e nada, nada mais tem graça. Se não há nada pra querer, não há muito o que viver. É assim que a fase de abstinência me parece. Deu pra entender um tiquinho? Acho que deu. Todo mundo tem um pouco disso, mas tem gente que lida melhor com a falta de conquistas. Eu, sofro. Sofro e sinto uma falta desgraçada de coisas arrebatadoras.
Mas agora estou na fase do luto. A fase onde sou obrigada a ver onde foi que eu errei e blá, blá, blá… Detesto essa parte. Acabo transformando todo sonho bonzinho em titica de galinha. Aí é que dói pra lascar… Dói, mas também passa. Pior do que doer é realmente não acontecer nada. Se eu for pensar direito, os lutos são fases até interessantes. Além do mais, o pior deles durou vinte e um dias e o mais ligeiro duas horas. Sendo assim, me ignore quando eu reclamar deles. Ria da minha cara de fracote toda vez que eu estiver nesse estágio. Ria, mas não me peça pra não sofrer o lutinho das minhas migalhas de ilusões! Duas ilusõezinhas muito gostosas morreram recentemente e, por elas, vou me afundar no trabalho um pouco mais. Há quem se recupere com bombas de chocolate, eu me recupero ganhando… Nem que seja dinheiro (para aqueles que disserem que minha mania de trabalho é uma fuga: vão a merda. Meu trabalho é um jogo. Se não fosse, seria muita falta de criatividade usá-lo para voltar a me divertir com meus sonhos que, às vezes, até se tornam realidade, mas, muitas vezes, nascem e morrem somente dentro de mim.).



Escrito pela Alê Félix
13, abril, 2005
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Pronto. E lá se vai a vontade de blog para o brejo novamente.



Escrito pela Alê Félix
11, abril, 2005
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