Como é que alguém ainda paga pra assistir filme nacional? Como é que eu ainda pago? Acabei de assistir Cazuza. Eu sabia que ia odiar. A história de nenhum homem deveria ser contada pela sua mãe. Aí era só juntar esse pecado, mais os dedos da panelinha cinematográfica nacional e esperar pelo enjôo que esse nosso cinema me causa.
Cazuza deve ter se revirado no túmulo, tadinho… Mas certamente teve uma ereção com a atuação do Daniel de Oliveira. Garoto competente. Pena que nasceu no Brasil.
Mais Respostas:
Dornelles, tá louco? Imagina! O Barão sem ele perdeu o brilho. O mimado era um cara especial, que fazia diferença no cenário musical. Não dá pra gente negar isso. Sobre a saudade, tá louco mesmo. Tirando maridon, o Henrique e a minha alma gêmea gaúcha , você é a única pessoa do planeta que eu ainda converso. Tá reclamando de quê? 🙂 Só porque eu ando mais bicho do mato do que de costume? Brincadeira. Muito bonitinho, viu? Principalmente vindo de você e do seu coração que não declama.
Poliana, penso exatamente como você. Toda critica é pessoal. E graças a deus que é, né? Acho que são essas discordancias que fazem a gente procurar nossa turma, nosso caminho, nossas coisas. Isso é bom. Só fica ruim quando gera prenconceito. Mas enfim, sempre gera. É da gente brigar por besteira.
Adriano, é assim mesmo que funciona. E em todos os lugares. O mercado editorial é assim, o musical e por aí vai. E certamente é assim no mundo inteiro. Essa mania de proteger e beneficiar as pessoas próximas é da gente também. Mais uma merda humana. Sobre a sua saudade, achei ela tão bonitinha. Deu até um solavanco… Obrigada por ele (o solavanco). Eu ando precisando. 😉 Ah! Vou assistir o moço que copiava. Só porque foi vc e a Prodígia que mandaram.
Lis, melhorando eu não sei. O momento é outro, a cabeça é outra. Está diferente. Eu me divirto com os filmes antigos brasileiros. Os atores, os dialogos, a falta de noção… rs É tudo muito engraçado.
Prodígia, também achei uma coisa medonha aquela parte do “tocado pela AIDS”. Mas, mudando de pato pra ganso, que bom que gostou do Balde de Gelo e do oi que eu pude mandar. 😉
Bianca, não sei. Acho que real alí, nem a pegação. Acho que era mais forte o babado. Como a gente especula, né? 🙂
Ananda, eu também queria fazer isso mais vezes. Quer dizer, não sei se queria de verdade. Se eu quisesse era só fazer. Tempo a gente arranja, né? E falta de tempo é a desculpa ( nem tão desculpa) que eu costumo dar para me manter afastada. Eu não sei o que acontece… Eu evito. Morro de vontade de conhecer algumas pessoas por aqui, de papear, mas deixo elas passarem como se eu nem as tivesse visto. É esquisito e horroroso da minha parte. Eu sei que ignorar parece frescura, arrogância e essas coisas todas que a gente acha de gente metida a besta. Mas não sei que bicho me dá. Juro que não sei. Vou cuidar disso um dia. Juro. Só espero que não seja tarde demais. 🙁
Respostas aos comentários:
Letícia querida, eu também acho o Brasil um país geograficamente lindo, adoro morar aqui e isto não tem nada a ver com o que eu penso sobre o cinema nacional. Quando eu digo que é uma pena o Daniel de Oliveira ser brasileiro me refiro a ter que ser ator em uma indústria que, a meu ver, é ruim e tem poucas chances de, a médio prazo, mudar. Pra melhorar seria necessário renovar os bastidores o que acho difícil de acontecer tão cedo. Você tem razão quando diz que a história do Cazuza tinha mesmo que ser contada, mas acredite, quem conhecer só o Cazuza do filme vai achá-lo um pé no saco.
Zé, não vi Narradores de Javé, vi Domésticas e nem lembro direito. Se fosse bom eu lembraria. Excelente, até hoje, só Cidade de Deus.
Mani, a questão não é se o filme é americano, francês ou brasileiro. É obvio que existem produções boas e ruins em todo lugar. O que é foda de aguentar é ver sempre os mesmos caras fazendo cineminha pra brasileiro ver. É uma panela que se acha do caralho e nos condena a contemplar um trabalho que vai do ruim ao medíocre. E os problemas se repetem. Existe uma incapacidade de evolução inacreditável nessas pessoas. É só triste no final das contas.
Little, manda seu pai parar de viadagem e deixar você assistir o filme que quiser. 🙂
Sobre a saga, eu devo terminá-la nos próximos meses. Por enquanto não dá. Minha vida tá mais enrolada do que o meu intestino.
Néri querida, acho que a sua interpretação não fez jus ao seu QI de 140. Releia o post e você verá que minha crítica se refere à indústria cinematográfica e não ao país como um todo.
E cuidado com essa história de orgulho brasileiro. Primeiro porque todo orgulho é imbecil, segundo porque existe uma realidade por trás do que a mídia nos ensina a consumir que, um dia, te entristecerá tanto quanto as pessoas que você acredita admirar.
Fla, ouça as canções dele, preste atenção nas letras. Não vou rever Domésticas. Lembro que era engraçadinho e isso não vale uma segunda locação. 🙂 Tô com saudade de você. Espero que a vida esteja boa. 😉



Postado por:Alê Félix
06/03/2005
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março 6th, 2005 às 9:05

Desculpa Alê, mas dessa vez não concordo com vc… Ta certo que Cazuza não é um exemplo de filme, mas o cinema nacional tem produzido muitos filmes bons… Dá uma olhada em produções como Domésticas, Narradores de Javé… tem muito filme excelente sendo feito por aí…. Beijão!


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Mani

março 6th, 2005 às 11:30

Concordo mais com Zé e Letícia…Já muito mais besteiras travestidas de filmes americanos…Já vi besteira até em filme francês…E o cinema nacional tem coisas deliciosas, como os exemplos já dados, e comédias bárbaras como Auto da compadecida e Lisbela…O cinema nacional não merece a peja de ser ruim, de forma alguma…Mas, confesso que fora o saudosismo dos anos 80 que o filme de Cazuza me trouxe, nenhuma história deveria ser contada pela mãe, aí é dificil pra qualquer filme, nacional ou não….


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Alê Félix

março 6th, 2005 às 12:34

Leticia querida, eu também acho o Brasil um país geograficamente lindo e adoro morar aqui, e isto não tem nada a ver com o que eu penso sobre o cinema nacional. Quando eu digo que é uma pena o Daniel de Oliveira ser brasileiro, me refiro a ter que ser ator em uma indústria que, ao meu ver, é ruim e tem poucas chances de, a médio prazo, mudar. Pra melhorar seria necessário renovar os bastidores, abrir espaço para que ele seja menos elitista… Enfim, não vai rolar tão cedo. Vc tem razão quando diz que a história do Cazuza tinha mesmo que ser contada mas acredite, quem conhecer só o Cazuza do filme vai achá-lo um pé no saco.
Zé, não vi Narradores de Javé, vi Domésticas e nem lembro direito. Se fosse bom eu lembraria. Excelente, até hoje, só Cidade de Deus.
Mani, a questão não é se o filme é americano, francês ou brasileiro, a questão é que aqui no Brasil são sempre os mesmos caras que fazem cinema. É uma panela que se acha do caralho e nos condena a contemplar um trabalho medíocre. Veja bem, não sei como funciona em outros países, mas aqui é muito mais comum ver filmes ruins do que filmes bons. E pior, os problemas que eu vejo nos filmes daqui se repetem. Existe uma incapacidade de evolução inacreditável nessas pessoas. É só triste no final das contas.


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little thing

março 6th, 2005 às 13:32

olá alê.
há um tempão havia lido seu blog mas eu perdi o end, até que por um acaso eu achei.
ele continua ótimo como sempre.
eu tinha parado em um dos episódeos da saga do primeiro beijo e estava revirando os seus arquivos para terminar de ler.
mas parei em uma parte agora que saiu de casa a meia noite para a casa de Marilu.
queria saber se a história termina por ali, se você ainda não terminou, não vai terminar…
eu gostaria muito de saber o final!
e a respeito do filme do cazuza, eu não pude assistir.
meu pai é homofóbico e não me deixou ver, acredita? o.O
beijos!


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Alê Félix

março 6th, 2005 às 15:16

Little, manda seu pai parar de viadagem e deixar vc assistir o filme que quiser. 🙂
Sobre a saga, eu devo terminá-la nos próximos meses. Por enquanto não dá. Minha vida tá mais enrolada do que meu intestino.


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Alexandra

março 6th, 2005 às 16:07

Dexe um link pro meu site aki, por favor ajude a divulgá-lo!!!!!!!!


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Néri

março 6th, 2005 às 19:50

Eu adorei o filme, mesmo, mesmo, mesmo…
Eu amo cinema nacional, música nacional e TUDO que vem do país que eu tenho orgulho de nascer.
O seu post não poderia ter me deixado mais incomodada e mais indignada sobre como as pessoas podem ser tãããããoo pobres de espírito…
Eu realmente admirava você, mas depois dessa… tcs tcs tcs


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Flá Onaga

março 6th, 2005 às 20:55

Eu posso, por não conhecer bem a história do Cazuza, ter gostado do filme. Só sei que o Daniel de Oliveira é muito bom mesmo.
Eu gosto de alguns filmes brasileiros, sim – As Domésticas(reveja, moça) e A Partilha são dois que me fizeram rir horrores-. Não é algo de que se possa orgulhar de verdade, mas também não tão ruim assim. E não assisti Cidade de Deus =P~.
Beijo, muié.


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Alê Félix

março 6th, 2005 às 23:22

Néri querida, acho que a sua interpretação não fez jus ao seu QI de 140. Releia o post ou os meus comentários abaixo e vc verá que minha crítica se refere a indústria cinematográfica e não ao país como um todo.
E cuidado com essa história de orgulho brasileiro. Primeiro porque todo orgulho é imbecil, segundo porque existe uma realidade por trás do que a mídia nos ensina a consumir que, um dia, te entristecerá tanto quanto as pessoas que você acredita admirar.
Fla, ouça as canções dele. Vale cada minuto. Não vou rever Domésticas. Lembro que era engraçadinho e isso não vale uma segunda locação. 🙂 Tô com saudade de vc. Espero que a vida esteja boa. 😉


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Marcello Dornelles

março 7th, 2005 às 12:42

Eu, já na época, não gostava do jeito declamado do cavalheiro cantar e o Barão Vermelho ganhou muito com a saida dele. Como letrista, ele era muito bom.
Mas o filme é uma merda completa! Cores lavadas, sem um fio condutor da historia, fica dando saltos cronologicos, é arrastado. Alem de mostrar o pentelho mimado e mala que ele era. E tenho dito!
Trin Trin, também tenho saudades suas…


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Poliana

março 7th, 2005 às 13:23

Concordo que o Daniel de Oliveira tinha que ter nascido em outro lugar. Há ótimos atores e atrizes aqui, que são pouquíssimo aproveitados. O cinema brasileiro ainda tem MUITO o que progredir, mas acho que crítica a filmes é uma coisa muito pessoal, depende muito do ponto de vista de cada um, então nem tem como argumentar com o SEU ponto… hehe!! E outra, ei, gente, criticar negativamente o cinema brasileiro não é a mesma coisa que criticar a TERRA brasileira…


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Adriano Navegantes

março 7th, 2005 às 16:02

Acho que nós temos um grande problema no entretenimento nacional como um todo. Para se fazer sucesso de público e nem sempre de crítica (o que nem é tão importante assim) tem que ter o dedo, ou mais coisas da Vênus Platinada… Já vi grandes filmes que passaram batidos nos cinema pois não contavam com a divulgação, produção ou sei lá o que da Globo, enquanto mediocridades fazem enorme sucesso. Alê, concordo, Cidade de Deus é maravilhoso… só que apesar de falar de sucesso, fala tb de miséria e dor… qto a Cazuza? Bem, padrão Globo de Superficialidade, morno e rasteiro.
Qto a você tenho saudades de qdo sonhava te conhecer para um papo na Vila Madalena, regado a cerveja e tremosso.
Um abraço
Adriano Navegantes


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Adriano Navegantes

março 7th, 2005 às 16:05

Só completando… Isto tb acontece com bandas, teatro, exposições, enfim, arte como um todo.


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Moema

março 7th, 2005 às 18:34

Quero participar da promoção e eu queria elogiar o blog tah muito demais…
O tabalho feito por vocês foi demais msm vi no tudo para blogs…
Milhões de Beijos….
Eu e a galera confiamos no sucesso


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Lis

março 8th, 2005 às 8:37

Acho que os filmes nacionais estão melhorando, pelo menos comparando com alguns filmes que tenho “tentado” assistir no canal brasil. Alguns são impossíveis de assistir.


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Menina-prodígio

março 8th, 2005 às 12:46

Eu achava que era a única a ter detestado o filme…
O Cazuza parece um gênio, fala uma frase de efeito por minuto! “Eu fui tocado pela AIDS, eu quero voltar pro lugar de onde eu vim!” Fora que, quem não conhece a biografia dele, fica perdidaço na cronologia. CineBiografias não são assim.
Mas um filme brasileiro que eu A.D.O.R.E.I. a ponto de querer fazer um template pro meu blog com imagens dele foi “O Homem que Copiava”. É uma sacada muito legal, personagens firmes, direção IMPECÁVEL – e olha que eu não gosto da cara do Jorge Furtado – e interpretações boas. Pedro Cardoso perfeito.
E por falar nele, Redentor também é ORIGINAL. Brasileiro até o toco, sem cair naquele papo chato e manjado de vatapá.


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Adriano Navegantes

março 8th, 2005 às 15:46

Puxa!!!! Tive vontade de falar do Homem que Copiava e não falei, droga… puta filmão.


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Ananda

março 8th, 2005 às 17:08

Oi Ale, adorei vc ter comentados os emails no post,vc poderia fazer isso mais vezes,ficou mto legal viu!;-)


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Bianca

março 8th, 2005 às 18:18

descordo plenamente sobre o filme cazuza
mais fazer o que gosto são gostos…
Cazuza é um dos melhores filmes, porque conta a realidade e não a fantasia.


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andre dahmer

março 9th, 2005 às 9:59

Oi, Alê
Estou sem celular tem duas semanas. Se precisar falar comigo, só por e-mail, tá? Beijos, Andre Dahmer


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Gabriela

março 9th, 2005 às 18:09

Alê, só uma perguntinha: e a saga? e o videotexto? e nós, pobres leitoras viciadas em seus escritos que não encontraram um fim?


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Carol

março 9th, 2005 às 18:18

Alê, passei aqui pra dizer que tô feliz que você postou. Fazia tempo que eu entrava aqui e nada de post novo. Enfim, ainda bem que vc tá bem!
Fica na paz… beijos


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Milton Ribeiro

março 10th, 2005 às 17:09

É de bom tom que o primeiro comentário que se faz em um blog seja neutro e educado? Sei lá. Outra pergunta: seria neutro e educado dizer que saí na metade de Cazuza e de Olga?


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ana luiza

março 18th, 2005 às 14:44

quem e vc ??????? tem msn se tiver poim eu umbeijinho de amiga xau


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ana luiza

março 18th, 2005 às 14:45

quem e vc ??????? tem msn se tiver poim eu umbeijinho de amiga xau


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N INTERESSA

março 25th, 2005 às 22:34

vei vai se fude , c acha q sabe alguma merda . c ta precisandu de umas porrada . so de le o q c escreve me da vontad de caga , aposto q c é aqueles pirralin mimado q pensa q sabe das coisa.
VAI TOMA NO……..


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luimara

março 30th, 2005 às 11:45

oi,seu blog está muito show….
continue assim com todo o seu talento
B-JUX
FFFFFFFUUUUUUIIIIIIII


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Thays

abril 5th, 2005 às 1:02

Que legal seu blog adorei miga continue sempre brilhanda vc sempre sera minha melhor miguxaaaaaaaa!!!!!!!! te adoro


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Nathália

julho 3rd, 2005 às 15:23

Cazuza melhor longa …… prêmio TAM
A cinebiografia CAZUZA levou sete dos 16 prêmios brinkkkkk( filme,ator,fotografia,som,trilha sonora e roteiro adaptado)
VIVA CAZUZA !!!!!!!!!
VIVA DANIEL DE OLIVEIRA


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day

agosto 19th, 2005 às 2:25

Cazuza foi um dos melhores filmes que eu assiti,
um poéta, o filme é emocionante e chocante. Daniel de Oliveira esta perfeito.


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luiz

janeiro 16th, 2006 às 2:28

e realmente uma pena que os filmes de hoje nao se inspirem, nos filmes de ontem.
quero dizer que os filmes antigos tinham carisma, alegria, imaginacao, valia apena ver o que eles tinha para apresentar.
Grande Otelo, oscarito e muitos mais.
ja nao se ve filmes como esses, ja nao se ve carisma como esse, ja nao se usa uma imaginacoa saudavel.
tudo e morte, crime, violencia sem limites. e uma pena.
Luiz Alto


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