O Clube da Lulu não morreu, muito pelo contrário. Apesar das panes da primeira fase, acredito que ele
está mais vivo do que nunca. Em breve, ele voltará com uma nova roupagem, novos integrantes e uma proposta literária.
Decidi fazer duas experiências e, para tanto, precisarei da colaboração de vocês. Eu explico: o Clube da Lulu será uma espécie de oficina. Nele serão
publicados textos de seis garotas, um rapaz e convidados especiais. Mas isso vocês já sabiam; a novidade é que, no decorrer de um ano, haverá uma
seleção de textos que irá compor um livro.
Publicado o livro, os integrantes serão redefinidos e o processo continuará até enjoarmos ou eu decidir fechar a editora, mudar para uma praia com
banda larga e viver de peixe e sol. Antes que isto aconteça, vamos experimentar e ver se funciona.
Que fique claro que poderão haver mudanças nos prazos e na quantidade de integrantes. Por enquanto, as bases são essas. Outra coisa, eu sou só a
sócia da editora, não decidirei nada sobre o site CDL. Ele contará com o trabalho de um webmaster e um ombudsman severos e exigentes que
definirão as regras e os nomes, do começo ao fim.
Lá para o fim do ano, um outro site com a mesma dinâmica será colocado no ar, porém com uma temática diferente e para ambos os sexos. Eu aviso quando
o projeto estiver melhor definido.
Bom, resumindo, quero avisar as moçoilas que se julgarem aptas e quiserem participar do CDL, que as inscrições estão abertas.
Esqueçam os e-mails enviados anteriormente, e mandem uma mensagem simples com o seu nome, idade, cidade onde mora e endereço do blog ou site que
você escreve para o email: webmaster@clubedalulu.com.br.
Não envie nada do que você já escreveu. Os endereços serão visitados e a seleção será feita através do que vocês escrevem por lá.

Acho que é isso. Como sempre, conto com vocês e torço para que dê certo. 😉
Beijo e até mais tarde.



Escrito pela Alê Félix
17, setembro, 2003
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No dia seguinte, depois de passar a noite pensando no que fazer, fui ouvir a minha amiga.
– Oi, sabichona!
– É assim que você cumprimenta quem salvou a sua vida?
– Admito que ontem você se superou. A hora que eu vi você dando aquele soco no Ivo, eu não acreditei.
– Morri de medo que vocês não entendessem nada.
– Foi arriscado mesmo…
– Você precisava ver a reação do Ivo quando saímos da sua casa. Foi muito engraçado. Nunca imaginei que alguém me agradeceria por levar um tabefe.
– Eu imagino! De que outra forma eu poderia explicar o que o Murilo estava fazendo em cima de mim? Minha mãe realmente acreditou que era uma briga!
– Pais acreditam no que querem. Acham que a gente não tem vida própria.
– Até levarem o primeiro susto.
– Alguns, nem depois do décimo quinto…
– Mas me conta. Quero saber tudo o que vocês conversaram.
– O Murilo gosta mesmo de você, menina! Não entendo porque você não contou pra ele que nunca beijou na boca.
– E quem disse que eu nunca beijei?
– Ah, Alê! Pra cima de mim, não. Não precisa ter vergonha de mim. Além do mais, você faz tempestade em copo d’água com essa história.
– Você que está dizendo…
– Pára, Alê! O cara gosta de você, estava de rolo com duas meninas, terminou com as duas e você fica com frescura. Ele teria compreendido se você
tivesse contado.
– E se risse de mim?
– Você já tropeçou e caiu de bunda com um monte de gente olhando?
– Você faz cada pergunta, Marilu… Já! Por que a pergunta?
– Porque pior do que isto não seria.
– Você que pensa…
– Menino nenhum riria de uma situação dessas, Alê. Se eles gostam tanto de meninas virgens, você acha mesmo que eles se importariam de ensinar a
beijar? Duvido!
– Você já transou?
– Isso não vem ao caso.
– Custa contar?
– Papo furado, Alê! Vamos pensar no que precisa ser feito hoje.
– Você não falou sobre essas coisas com eles, falou?
– Claro que não! Mas bem feito pra você. Quis bancar a experiente e perdeu uma semana se descabelando de preocupação porque é tonta e vai na onda
dessas meninas babacas da sua classe.
– Pra você tudo é fácil…
– E não é fácil?
– Do jeito que você fala parece que nada te abala…
– Abala… mas não vou deixar de viver pra remoer inseguranças. Adianta? Não. Tem como fugir? Não. Então, o jeito é enfrentar.
– O que mais vocês conversaram?
– Que hoje eu vou dormir na sua casa.
– O quê? Enlouqueceu? Você não ouviu nada do que a minha mãe disse?
– Ouvi.
– E?
– E aí que você é uma garota de sorte. Hoje vai rolar uma chuva de meteoros. Os jornais estão dizendo que, talvez, dê para ver.
– Pirou Marilu? O que isso pode ajudar?
– Santa ingenuidade! Deus te dá uma chuva de meteoros e você não sabe o que fazer com ela. Eu digo o que faremos. Diremos à sua mãe que eu preciso
dormir na casa de vocês porque nós precisamos fazer um trabalho sobre meteoros. Desculpa simples e eficiente.
– Você deve ter algum problema mental! Só pode ser. Suponhamos que ela deixe. Me diga como os meteoros contribuirão para o meu encontro?
– Já pensei em tudo. Eles vão andar de bicicleta na sua rua durante a noite. Aí, é só você convencer seus pais de que precisamos ver a chuva de
meteoros para fazer o trabalho. E qual o melhor lugar para ver o céu? Hein, hein?
– Não sei…
– A rua, Alê!
– Eu sei, Einstein! O que eu não sei é se eles deixarão.
– Relaxa, garota! O plano é perfeito.
– Será?
– Deixa comigo. Aliás, bonitinho aquele Ivo…
– Eu sabia!
– Alê!
– O quê?
– Os bilhetes! Você esqueceu? Precisamos entregar hoje.
– O meu está aqui. E o seu?
– Esqueci. Meus pais não assinaram. E agora?
– Sua carteirinha escolar está aí?
– Está.
– Tem a assinatura deles?
– Você está falando sério?
– Deixa eu ver.
– Eu devo ser realmente uma má companhia.
– Ué! Abalou?
– Engraçadinha…
– Agora estamos quites.
Rindo, mas preocupadas com a reação da diretora diante das assinaturas falsificadas, entramos na fila para cantar o Hino Nacional.

———-> Continua

Clique aqui para ler o Post I – A saga do primeiro beijo.



Escrito pela Alê Félix
16, setembro, 2003
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Antes que um de nós reagisse ao flagrante da minha mãe, a Marilu, com toda sua genialidade, deu um murro na cara do Ivo. Um murro! Um belo de um
murro na bochecha. O garoto ficou atordoado e a empurrou causando exatamente a reação que ela queria. Ela continuou. Partiu pra cima dele dizendo:
– É briga, dona Maria! É briga! Esses meninos só sabem bagunçar…
E desatou a falar… Disse que eles tinham começado aquela bagunça, que eram dois irresponsáveis, encrenqueiros… – tudo para que eu, o Ivo e o
Murilo compreendêssemos a mensagem e começássemos uma briga de verdade. E foi o que fizemos. No momento seguinte, eu estava grudada nos cabelos do
Murilo, o Ivo tentava segurar a Marilu dando-lhe uns croques e o Murilo gritava:
– Puxão de cabelo não, puxão de cabelo não…
Diante daquela cena, a primeira impressão da minha mãe mudou completamente. Marilu foi brilhante! Quem poderia dizer que aquilo não era uma briga de
adolescentes? Perplexa, minha mãe abandonou sua posição de xícara e tentou controlar a situação. Bastaram alguns berros e vassouradas nas nossas
poupanças para que fizéssemos silêncio e ela pudesse dar a sua bronca.
– Chega! Não quero mais ouvir um piu! Deixo vocês sozinhos por uma hora apenas e vocês destroem a casa.
– Os meninos que começaram…
– Chega, Alessandra! Eu não quero saber quem começou e muito menos como começou. Vão os quatro arrumar a sala e depois, vocês três podem ir para as
suas casas. Quanto a você, esqueça sair de casa por uma semana.
– Uma semana? Mas você disse que amanhã eu podia dormir na casa da Marilu…
– Não me faça repetir uma só palavra do que eu disse. Será da escola pra casa e de casa para a escola.
– …
– Vocês entenderam?
Sacudimos nossas cabeças e obedecemos. Se a Marilu não tivesse simulado a briga, o castigo seria muito pior. No final, foi fácil. Tão fácil que,
enquanto colocávamos os móveis em ordem, um olhava para o outro e tampava o nariz e a boca para não rolar de rir.
Mesmo assim, eu estava arrasada. Uma semana de castigo implicava em cancelar meu encontro do dia seguinte. Meu primeiro beijo estava arruinado…
Marilu percebeu minha tristeza e abaixou ao meu lado para juntar os cacos:
– Não se preocupe, eu tenho um plano. Conversaremos na escola amanhã cedo.
Piscou pra mim e voltou a varrer o chão.

———-> Continua
Clique aqui para ler o Post I – A saga do primeiro beijo.



Escrito pela Alê Félix
15, setembro, 2003
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Muito bacana a inicitiva da AOL de publicar as histórias de quem doou um livro no dia 11 de setembro.
Entre outras histórias, está a que eu escrevi na manhã do dia onze. Aquela sobre o Kinder… Imagina se o moleque descobre que foi parar no site da
AOL? Se acharia o próprio Star Wars Kid.

Clique aqui e leia as histórias selecionadas
pela AOL. Aproveite e envie a sua também.
.



Escrito pela Alê Félix
14, setembro, 2003
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Minha mãe só podia ter enlouquecido. Logo depois do almoço, todos saíram. Meu pai voltou para o escritório, meus irmãos foram para a escola e,
mesmo assim, minha mãe deixou a molecada toda assistir TV em casa. Pra completar, ainda nos encheu de cobertores, almofadas, travesseiros, chocolate
quente e saiu; simplesmente saiu. Eu não acreditei! Meu pai mal me deixava conversar com meninos e, de repente, minha mãe libera a casa e nos deixa
sozinhos e de casal. Aquilo era inacreditável! A Marilu olhava pra mim incrédula. Já os meninos, achando tudo normal, não despregavam os olhos do
bendito filme “As sete faces do doutor Lau”.
Foi minha mãe bater o portão, pra Marilu e eu pularmos de alegria. Pulávamos, ríamos e dávamos aqueles gritinhos irritantes misturados com risos e
mensagens cifradas que só as pirralhas insuportáveis entendem.
– Olha a frente aí, ô filha de vidraceiro!
– Silêncio, mulherada…
Os dois babacas nem se deram conta da situação – homem é realmente um bicho devagar! Eu notei que a Marilu olhou diferente para o Ivo assim que bateu
o olho nele, mas não imaginei que a danada fosse agir tão rápido. Indignada com a falta de visão dos garotos, ela pegou um dos travesseiros e
disparou contra a cabeça dos dois. Foi o suficiente para iniciarmos uma guerra de travesseiros que botou o doutor Lau no chinelo.
Viramos a casa do avesso. Poltronas serviram de escudo, o tapete saiu do lugar, quebramos uma lâmpada do lustre… Estouramos uns quatro
travesseiros. Era espuma pra tudo que era lado. Uma festa, uma delícia de festa que fez com que perdêssemos a consciência da bagunça que estávamos
aprontando.
De uma forma muito ingênua, aquela não passava de mais uma das nossas brincadeiras de criança. Uma brincadeira mais do que comum, mas que, acrescida
dos nossos hormônios e da nossa empolgação de ter a casa só pra nós, causou um estrago quase irreparável.
O anta do Murilo, sem mais nem menos, se jogou em cima de mim. Caí estatelada no chão com o garoto sobre o meu corpo. Morta de vergonha, mas adorando
a sensação de tê-lo tão próximo, danei a fazer charme e a me debater para que ele me soltasse. Não que eu quisesse, mas dizia.
– Murilo, me solta!
– Não.
– Solta ou eu…
– Eu o quê?
– Eu… eu não falo mais com você.
– Só solto se você me der um beijo.
– De jeito nenhum!
– Então diz que aceita namorar comigo…
– Não! Você prometeu esperar até amanhã.
– Por causa de um dia? Só um beijo! Custa?
– Você já terminou com as meninas que você estava enganando?
– Não exagera. Era uma menina só! E eu já terminei.
– Jura?
– Juro.
– Se você não terminou com ela e me fizer de boba eu…
– Você o quê?
– Eu… eu…
Por muito pouco não nos beijamos. A porta da sala foi aberta repentinamente e minha mãe…
– Vocês podem me explicar o que está acontecendo aqui?

———-> Continua
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Escrito pela Alê Félix
13, setembro, 2003
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Claro! Kinder de kinder ovo surpresa! Impressionante a capacidade que essas crianças têm de serem tão cruéis umas com as outras. Crianças podem
ser más, muito más… Bom, mas se é para experimentar o poder da crueldade, que seja na infância e não na fase adulta.

E, falando em crianças, daqui a pouco sai um primeiro beijo
quentinho, tá? Talvez à noite eu abra o chat, mas não é promessa – é só um talvez.
Fui.



Escrito pela Alê Félix
12, setembro, 2003
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Nunca entendi porque diabos as pessoas são tão possessivas com seus livros. Alguém que eu não vou dizer quem é, chega ao extremo de anotar na agenda para quem emprestou, quando foi e quando volta. Entendo que alguns livros são legais de
ter, mas não gosto da idéia de ter mais coisas na vida do que estou disposta a carregar. Ainda acho que o ideal é ler e passar pra frente. Quer ler
de novo? Compra de novo ou pede emprestado pra alguém.
Mas enfim, por conta desses meus pensamentos, achei ótima a idéia de deixar um livro para um transeunte qualquer.
Saí hoje de manhã toda animada para a minha caminhada matinal com um livro embaixo do braço. Escolhi um parque bacana, sentei tranqüilamente em um
dos bancos da praça principal, escrevi meia dúzia de gracejos na folha de rosto, deixei ele lá e sai de fininho com o intuito de espiar de longe a
pessoa que o encontrasse. Mal virei as costas e quase fui atropelada por uma multidão de crianças.
O parque em questão também é um reservatório da SABESP. É claro que eu havia notado a presença daquelas crianças uniformizadas fazendo anotações, só
não imaginava que as espertinhas estavam de olho em mim, só esperando para darem o bote no meu livro. Se estapearam! A professora, diante do
furdunço, disparou alguns berros e deu fim no banzé. Dois dos endiabrados queriam porque queriam o livro pra eles. Uma menina deu com a língua nos
dentes e avisou a professora que o livro era meu. A mulher mandou que eles devolvessem. Eu, muito da ingênua, sugeri que eles resolvessem a questão
diplomaticamente. O melhor era que continuassem lutando pra ver quem era o mais forte, mas achei que meus métodos não seriam muito bem vistos pela
educadora. Escolheram resolver no jokempô, apesar da minha insatisfação. Sempre boiei nesse jogo. Pedra, tesoura, faca, bah! Braço de ferro teria
sido mais justo. Terminado o joguinho bobo, o gordinho de moletom ficou com o livro, a professora me agradeceu e o outro indignado soltou:
– Você vai ver Kinder! É o segundo que você rouba de mim! Droga…agora só tenho dois.
Eu não entendi nada. Parecia surreal que aqueles moleques estivessem brigando por um livro. E que papo era aquele de “agora só tenho dois”?
Intrigada, virei para a cagüeta e perguntei:
– Por que é que todo mundo correu pra pegar o livro?
– Por causa da aposta. Como tem muita gente deixando livro por aí hoje, quem achar mais leva quinze paus.
– E quem apostou?
– Ué, a classe toda!
– Anh…
E pensar que eu perdi meia hora pensando no que escrever para o Kinder…



Escrito pela Alê Félix
11, setembro, 2003
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Alfredo? Alfredo seu nome? Nome do meu bisavô. Ele já morreu. Morreu quando eu era bem pirralha… Como eu fui sua primeira bisneta e ele sabia
que não teria muito tempo, ele me ensinou o que pôde e o que era possível para uma garotinha de três anos compreender. – Com a orelha colada no seu
radinho de pilha, ele me ensinou a torcer pelo seu time de futebol. O time que, no final das contas, era uma das únicas paixões que ainda o fazia
vibrar.
Foi um boa lição, já que as suas mãos contribuíram tanto para o multirão do primeiro estádio, como também para a construção do segundo. O primeiro, o
campo da Ponte Grande, não existe mais. Em cima dele fizeram a ponte das Bandeiras e é íncrível imaginar a quantidade de estórias que residem sob
aquela imensidão de concreto! Acho improvável que você conheça, pois, se não me enganei, você mora em Recife – cidade onde, porventura, meu bisavô
nascera. Segundo ele, o Parque São Jorge foi bem mais complicado de construir. Mas, pela alegria que contava, não menos divertido.
Anos depois da obra finalizada, ele olhava para o estádio com o orgulho de um homem simples que ajudou a erguer um grande clube. Coincidentemente, o
estádio também carrega o nome de vocês – Estádio Alfredo Schurig.
Lembro bem do meu bisa! E, por conta dos causos do meu velhinho cafuzo de pele escura e cabeça de algodão, acho que vou passar dos cinqüenta torcendo
para o Corinthians… E torço para que o seu Botafogo também permita que você ultrapasse a barreira dos cinqüenta. Se não pelo futebol, pela música
que parece ser sua paixão predileta.
Acho que eu li seu blog inteiro. Acho, porque não encontrei passado, apesar de você ter um bom passado. E, mesmo você tendo vocação para pará-choque,
lê-lo quebrou muito do seu silêncio.

“Mensagem na garrafa” será mais um link deste meu humilde blog. Vou aproveitar minhas tranquilas madrugadas para ler e escrever sobre o
que eu encontrar enquanto navego.
Beijo na bochecha e espero que eu não tenha interpretado demais e compreendido de menos sobre tudo que eu li no blog
Táta Records.



Escrito pela Alê Félix
10, setembro, 2003
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