Troca-Troca

novembro 8, 2007

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outubro 10, 2006

Pane Geral

O que me salva da minha paranóia é a minha catastrófica memória. Se eu não fosse tão esquecida, acho que nem botaria o nariz na janela.
Depois do primeiro post aqui do troca-troca e da queda do avião da Gol foi que lembrei de um detalhe: eu odeio andar de avião. Odeio. Não suporto aquele clima de corredor da morte que rola no embarque, não passo bem na decolagem, torço pra chegar logo os carrinhos de comida (se nos alimentam é porque deve estar tudo bem) e passo a viagem inteira rezando por analgésicos e turbulência zero. Toda vez que aquele bicho pousa em paz é como se eu tivesse ganho na loteria. Lembro do Dahmer (que também odeia viagens aéreas) dizendo que avião é uma arrogância humana.
Bah! Onde eu estava com a cabeça? Agora, pra piorar, esse desastre com o Legacy e o 1907 da Gol não sai da minha cabeça. Fico achando que foi sinal, que é melhor eu ficar quieta em casa. Eu sei, eu sei... Paranóia minha, sinal o escambau...
Bom, é a vida. Lá vou eu, pro meião do Brasil, fazer minha primeira troca. Agradeço aos que escreveram e mandaram sugestões de troca. Ainda não respondi todos os e-mails, mas li um por um e me apaixonei pelo cofrinho de elefante aí embaixo. Tô até com dó de trocá-lo por outra coisa depois... Eu amo elefantes e cofrinhos e isso é a minha cara. Enfim, nada de apego. Daqui a pouco chego em Brasília e de lá sigo para a cidade onde a Ana me espera com o elefantinho.

Até já, rezem para as probalidades funcionarem e eu voltar sã e salva. Odeio essas minhas panes. Beijim e comecem a pensar no que querem trocar pelo fofo aí embaixo e para onde eu vou na próxima viagem, ok!? Dessa vez, com tantas idas e vindas, ou eu morro do meu medo ou saro desse mal.
;)


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setembro 25, 2006

Ofertas de Lançamento


Um nariz de palhaço usado na primeira peça de uma atriz amadora.
Uma camisa oficial do Ipatinga Futebol Clube.
Uma luva (veja bem, uma luva e não um par de luvas) de andar no gelo.
Um cofrinho de madeira com formato de elefante.
Um relógio de pulso com pulseira de estrelinhas.
Um disquete cor de rosa em boas condições.


julho 14, 2006

Plagiando o cara do One Red Paperclip

Tem um tempo, ex-maridon me mostrou o blog de um cara que queria uma casa, mas só tinha criatividade, um blog e um clipe de papel vermelho. Bonitinho o clipe. Eu curti. Na época, olhei e pensei "Cara, não faço mais tanta questão de ter uma casa. Que diabos aconteceu comigo?".

Minha família nunca engoliu o fato de eu ter gasto tanto dinheiro com bobagens de todos os tipos e nunca ter comprado uma casa. Não que eu não sonhasse com ela, eu sonhei. Principalmente nos anos que estive casada. Mas sei lá... De repente, me vi cercada de sonhos "Silvio Santos", sabe? É sério. Todo mundo que cresceu com o Silvio dando casas no "Baú da Felicidade", carros no "Topa Tudo por Dinheiro" e namorados no "Namoro na TV", cresceu desejando que aquilo tudo acontecesse na própria vida - fosse por carta sorteada ou à prestação. E foi o que eu fiz. Mesmo me esforçando para ter mais ideais do que eletrodomésticos, vira e mexe, me pegava sonhando com casamento pra vida inteira, financiamento de apartamento, cheiro de carro zero quilômetros, férias na praia... Foi por um triz que não sabotei meu juízo alegando que talvez fosse divertido ter filhos e que isso nada tinha a ver com meu ego ou meu medo da solidão.

Deus do céu, que falta de criatividade é essa que toma conta do cérebro da gente? Esses sonhos nunca foram meus! Aposto que nem seus eles são. Quem começou com isso? Será que foi o Silvio ou ele foi só o moço que transformou nossas fragilidades em audiência?

Cansei desse kit-felicidade-classe-média, sabe? Passei anos enfurnada dentro de casa, trabalhando feito louca e fugindo dos outros e de mim mesma. Me escondi tanto que lembro de ter pensado que era Síndrome do Pânico. Quer viadagem maior? Devo ser a única maluca que chegou ao cúmulo de ter dois terapeutas. Pior! Um não sabia do outro porque eu tinha medo deles ficarem magoados com a minha necessidade absurda de ter uma segunda opinião. E sabem do que é que eu precisava? De gente. Precisava dar uma banana pra casa própria e cair na vida. Precisava redescobrir o sentimento de amizade nas ruas de Porto Alegre, voltar a ter fé com um beija-flor em São Jorge e escrever histórias de amor em Copacabana. Precisava de amigos, precisava de promoções aéreas, precisava voltar a sorrir e a fotografar. Precisava voltar a ser eu mesma.

Acho que foi por essas e outras que vi o blog do cara do One Red Paperclip e me encantei muito mais com as viagens que ele fazia para buscar os objetos que trocava, do que com o objetivo. No lugar dele, eu torceria pra casa demorar a chegar. A experiência deve ter sido muito mais legal do que o resultado final. Deve ser porque minha felicidade é barata pra cacete, sabe? Gosto de descobrir uma cidade através dos olhos dos moradores, gosto de ouvir as histórias de vida dos outros e andar pelos centros sem ter cara de turista. Pra mim, essas coisas não têm preço e custam menos do que a viagem dos sonhos que tentam nos vender. Se eu e o cara do paperclip estivéssemos na cabine do "Domingo no Parque", ele sairia feliz se tivesse dito "Siiim!" pra casa própria e eu sairia puta da vida se tivesse dito "Nããão!" pro monte de lugares e pessoas que ele conheceu. Por isso meus amores, com a diferença que não faço questão da casa, decidi plagiá-lo na caruda. Faz tempo que estou procurando uma boa desculpa pra rodar o país. O cara do clipe vermelho acaba de me dar uma.

Encontrei uma garrafa-miniatura de amarula no meio das minhas tranqueiras. A coisa vai funcionar assim ó: estou afim de trocar a garrafinha por outra coisa. Se você quiser, pense em algo que queira trocar e me escreva com a sua proposta. Eu vou até você, onde quer que esteja. Do Oiapoque ao Chui ou aqui mesmo em São Paulo, se a troca me interessar, me espera que eu vou. Bóra trocar links, posts, fotos, jogar conversa fora e torcer para que a vida nos surpreenda no final.


E-mail com o seu "oi", mais a descrição e foto do objeto a ser trocado, envie no e-mail: alefelix@gmail.com


Beijaço! Tô animada com esse trem.