Fase número 1 da vida de solteira de uma mulher que se acha inteligente…

 

Nunca mais quero saber de homem! Eu tenho um cérebro a zelar! 

 

Fase número 2 da vida da cerebral…

 

Que tédio essas pessoas do Twitter… Preciso renovar meu círculo de amigos que pensam. 

 

Fase número 3 da vida da miss inteligência…

 

OK. Dane-se tudo. Vamos às baladas… Eu tenho um cérebro, mas também tenho peitos. 

 

Fase número 4 da vida da solteira nerd e fiel aos seus princípios…

 

Deus, não permita que eu acabe igual a essa mulherada desesperada da balada… 

 

Fase número 5 da criatura que acha que pensa…

 

Tenho outros interesses na vida… Onde está aquela série de TV que eu adorava mesmo? 

 

Fase número 6…

 

Hum… encontro anual dos fãs de Star Trek? OK. Qualquer coisa menos balada. 

 

Fase número 7…

 

Sou uma mulher inteligente, odeio balada, posso passar a noite inteira conversando sobre vulcanos, efeito doppler, o experimento do  Gato de Schrödinger, nunca mais pensar em sexo, amor, vida afetiva estável e outras baboseiras sentimentalóides de mulher. Sou muito mais do que tudo isso e ponto. Vulcanos… 

 

Fase número 8 da vida da solteira nerd…

 

Em toda a galáxia, acho que eu sou a mulher que mais ouve “eu te amo” e dorme sempre sozinha…

 

Fase número 9…

 

Estou de saco cheio desses gatos vivos e mortos dentro das caixas! Porra de TPM… Ai, ai… Vulcanos… 

 

Fase número 10 da vida da solteira nerd…

 

Doom. 

 

Fase número 11 da vida da sabichona…

 

Chocolates… 

 

Fase número 12… A fronteira final.

 

“Vulcanos Pelados”
Pesquisa Google – Estou com Sorte.

 

 

Preciso voltar a ser uma mulher normal… Urgente. 


Escrito pela Alê Félix
16, novembro, 2011
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Toda vez que eu me sentir presa em um lugar, a uma pessoa que não me goste do jeito que gosto, a um trabalho que me consuma mais do que me cause satisfação, a uma decisão que pareça imutável, um pensamento que me adoeça ou qualquer situação que não me faça bem… Por favor, não me deixem esquecer desse cachorro. Quero guardá-lo na lembrança para as horas que o meu medo for maior do que a minha angustia. Mesmo que eu me arrebente pulando, quero ser o cão que acha uma saída, não mais um dos que se conformam.



Escrito pela Alê Félix
14, novembro, 2011
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Passei a noite recolhendo passado, juntando coragem para incendiá-lo nas horas futuras, mas começou a chover… E voltei a me revirar na cama, lendo mais uma vez – como se fosse presente – aquela tua carta antiga.

O tempo realmente desfaz tudo o que um dia fez sentido…



Escrito pela Alê Félix
14, novembro, 2011
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Escrito pela Alê Félix
14, novembro, 2011
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Passei a vida morrendo de medo de ter filhos e não ter condições de criá-los ou ter que criá-los sozinha para, no final das contas, viver sozinha e trabalhando como se tivesse uma família de dez rebentos pra manter. E continuo sem querer tê-los, mas confesso que de vez em quando tenho a impressão de que essas ideias sugestionáveis que adotei só me renderam uma gigantesca cabeça de bagre que está é perdendo a chance de descansar em paz sobre os travesseiros caros que tenho comprado no lugar das fraldas que já podiam ter sido descartadas. Vida esquisita… vida equivocada. Preciso achar um norte antes que os potes de ouro nunca mais tenham qualquer tipo de poder sobre as minhas escolhas.



Escrito pela Alê Félix
13, novembro, 2011
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Esses dias eu me vi na estrada, dirigindo a 100KM/h pra passar o final de semana com alguns amigos, mas o tempo todo trabalhando através do celular, falando no viva voz do carro por um aparelho, subindo peças de publicidade no outro, enviando torpedos nos momentos seguintes pra garantir que meu compromisso profissional se mantivesse acima de qualquer alegria na companhia das pessoas da minha vida… E deu tudo certo, tanto o trabalho quanto a viagem, mas voltei pra casa pensando… Por que? Estou colecionando cases de sucesso ou momentos de solidão disfarçados de tudo-ao-mesmo-tempo-aqui-e-agora? Por que eu tenho vivido dessa forma, onde por mais que eu me esforce, só o que faço é manter as pessoas que eu amo invisíveis, a maior parte do nosso tempo? Por que? Pra que? Fugindo ou buscando exatamente o que?



Escrito pela Alê Félix
11, novembro, 2011
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Se você tivesse mais um único dia de vida, o que você faria hoje que não poderia mais fazer amanhã?

* valendo um relógio e convite do filme 11.11.11 pra resposta que mais tocar o meu coração. :-)
Surpreendam-me e sejam rápidos porque o tempo para a premiação será tão curto quanto o tempo que você terá pra fazer o que realmente importa na sua vida!

Me contem. Vou ficar on-line conversando com vocês através dos comentários do link abaixo, clica aí. ;-)

http://www.facebook.com/11.11.11ofilme/posts/239812682746488



Escrito pela Alê Félix
11, novembro, 2011
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Da janela aqui de casa… Sempre um pote de ouro numa ponta e uma nuvem carregada na outra. As vezes a vista é tranquila, as vezes é de uma varrida alegria, na maior parte do tempo é silêncio. Da janela aqui de casa… Eu tenho te lembrado, nos chorado, me arrependido de tanta, tanta merda que fiz que não dá pra acreditar que tenho sobrevivido.
Pra piorar, também não consigo mais acreditar no invisível, sabe? Faz tempo que não dá mais… Mesmo quando fecho os olhos, não dá. Lá no céu, pode até parecer passe de mágica, posso até lembrar da época que eu sentia existir algum tipo de salvação nessa mistura de colorido, mas agora… Agora não dá mais. Quando é que isso vai passar? Quando é que vai parar de chover pra valer? Quando você voltar… Quando você voltar… E quem é que realmente volta? Faz muito frio, mesmo quando há sol. Os ventos estão cada vez mais fortes, mesmo quando não me sinto frágil. Tem luz, tem horizonte, tem até um pouco de magia de vez em quando… Mas meu olhar esta preso do lado de dentro da janela… Meu olhar, minha alma e vinte e um álbuns de fotografias…



Escrito pela Alê Félix
9, novembro, 2011
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