Se você tivesse mais um único dia de vida, o que você faria hoje que não poderia mais fazer amanhã?
* valendo um relógio e convite do filme 11.11.11 pra resposta que mais tocar o meu coração. Surpreendam-me e sejam rápidos porque o tempo para a premiação será tão curto quanto o tempo que você terá pra fazer o que realmente importa na sua vida!
Me contem. Vou ficar on-line conversando com vocês através dos comentários do link abaixo, clica aí.
Da janela aqui de casa… Sempre um pote de ouro numa ponta e uma nuvem carregada na outra. As vezes a vista é tranquila, as vezes é de uma varrida alegria, na maior parte do tempo é silêncio. Da janela aqui de casa… Eu tenho te lembrado, nos chorado, me arrependido de tanta, tanta merda que fiz que não dá pra acreditar que tenho sobrevivido. Pra piorar, também não consigo mais acreditar no invisível, sabe? Faz tempo que não dá mais… Mesmo quando fecho os olhos, não dá. Lá no céu, pode até parecer passe de mágica, posso até lembrar da época que eu sentia existir algum tipo de salvação nessa mistura de colorido, mas agora… Agora não dá mais. Quando é que isso vai passar? Quando é que vai parar de chover pra valer? Quando você voltar… Quando você voltar… E quem é que realmente volta? Faz muito frio, mesmo quando há sol. Os ventos estão cada vez mais fortes, mesmo quando não me sinto frágil. Tem luz, tem horizonte, tem até um pouco de magia de vez em quando… Mas meu olhar esta preso do lado de dentro da janela… Meu olhar, minha alma e vinte e um álbuns de fotografias…
Perdi o medo de dirigir a noite… Descobri que silêncio de estrada e estrela na calçada me carregam sempre de mãos dadas. Um assopra meus machucados e a outra me vela feito vela no meio da minha escuridão. E me ensinam novos caminhos, acalmam esse meu coração, me arrastam delicadamente pra mais um dia de boa sorte… Contanto que eu não invente de ficar parada pra sempre no acostamento. Não há nada pra temermos nessa vida não… Pode ser um caminho bonito, mesmo quando a gente acredita que é possível enxergar…
Vele feito velas no meu céu, me leva feito vela quando escuro, vela pra me guiar até o sol. Não faço mais questão de saber, ver, nem quero mais enlouquecer… Prometo não mais sentir tanto medo de sentir.
Chegou ontem aos cinemas brasileiros o filme “Não tenha medo do escuro”. Estrelado por Katie Holmes, Guy Pearce e pela atriz-mirim Bailee Madison, é dirigido por Troy Nixey e produzido pelo grande Guillermo Del Toro, que traz para as telas uma história de muito suspense, que vai te manter colado na poltrona.
A garota Sally Hurst (Bailee Madison) é levada para morar com seu pai Alex (Guy Pearce) e sua nova namorada Kim (Katie Holmes). Nesta nova residência, um casarão do século XIX, a menina encontra criaturas que a perseguem na escuridão. O trailer dá uma amostrinha do que vem por aí. Programa imperdível para os fãs de filmes de terror.
Pode parecer sonho, pode parecer fácil, mas toda essa liberdade também dói. Dói o primeiro salto, o medo de se entregar ao espaço mesmo quando a natureza grita dentro do peito dizendo que nossas asas foram feitas para o céu e não para rastejá-las sobre a terra. Pode parecer leve, pode parecer que a vista sempre valerá a pena, mas você não faz ideia do quanto é difícil acreditar na força de um corpo tão frágil, na proteção do tempo, na sorte do vento, no desprendimento… De onde você está, pode parecer bonito me ver de braços abertos para o mundo, saltando e sobrevoando, respirando do azul que a maioria de nós mal enxerga… Mas você não faz ideia da vontade que as vezes sinto de voltar, permanecer e parar de ver. A imensidão nos engole tanto quanto qualquer outro tipo de pressão, a solidão bate em qualquer coração… Seja ele humano com suas oitenta batidas por minuto ou as duas mil de um beija-flor. No final das contas, o céu é só mais uma casa sem paredes e a liberdade só mais uma dose. E dói… Dói pra valer ter que aprender a sobreviver no tempo que o tempo quiser fazer. Não tem lareira nas nuvens nos dias frios… Não tem o seu abraço. Dói a certeza de que mesmo ao lado de um bando, voar não é possível de mãos dadas… Dói saber que eu sou daqui, você é dai e o máximo que experimentaremos juntos é saudade e um ou outro instante de janelas abertas pra te dar um beijo e partir…